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Abecedaria Press · Letra Cursiva

Lição 7

A letra j

A letra minúscula j do tipo de letra: a ligadura que sobe à frente, o traço a descer que continua abaixo da linha, e a curva que volta a subir

Muito bem, a seguir vamos fazer a letra j. Agora, o exemplo que tens à tua frente é de um tipo de letra, e não é letra escrita à mão. Por isso, vou fazer algumas observações sobre ele, para o melhorar, porque não é tão bom como podia ser.

Então começamos da mesma maneira que fizemos mesmo, mesmo no início. Fazemos leve a subir e forte a descer, tal como fizemos antes de aprendermos a letra i. Mas depois continuamos a descer. E podes descer bastante. Podes descer mais do que só uma linha. Aliás, deves descer mais do que uma linha. Senão, esta letra não fica tão bonita. Vais conseguir avaliar, com o teu próprio juízo, quão bonita ela está. Mas, se for curta demais, parece um bocado atarracada e feia, como neste exemplo. Deve descer mais.

Então fazemos leve a subir, descemos, como um submarino desce para debaixo do mar. Agora lembra-te: os traços a descer descem como um submarino, e há a tendência para os fazer curtos demais. É melhor fazê-los compridos.

E depois fazemos a curva e subimos. Agora, o ângulo da curva no exemplo está errado: não é inclinado o suficiente. Tem de ter o mesmo ângulo do traço a subir da letra i. Porque o que vamos fazer é escrever o j e, logo a seguir, desenhar uma letra i. E vais ver que o ângulo do traço a subir do j tem de ser o mesmo ângulo do ângulo com que começa o j, se percebes o que quero dizer. Todos os ângulos têm de combinar.

Então tenta fazer uma linha de j. Faz o comprimento que quiseres, mas mantém-nos todos do mesmo comprimento.

Às vezes, quando escreves em letra cursiva, tens mesmo de variar o comprimento das coisas, porque há letras que descem e tapam as letras de baixo. Mas, quando as pessoas escreviam em letra cursiva, não se preocupavam muito com isso, e não se importavam nada que as letras descessem abaixo da linha, para dentro da linha de letras que estás a escrever por baixo, e conseguiam ler muito bem. Por isso, não te preocupes com isso. Tudo vai ficar bem legível, mesmo que isso aconteça.

Letra de Sir Christopher Wren, o arquiteto da Catedral de São Paulo: traços a descer compridos que entram na linha de baixo, e espaços largos entre as linhas

Aqui está um exemplo do que eu estava a dizer, de Sir Christopher Wren, que foi o arquiteto da Catedral de São Paulo, em Londres. E, como podes ver, os traços a descer de algumas das letras dele são muito compridos. E repara também que o espaço entre as linhas é bastante grande. É quase um espaço duplo entre as linhas. E isso, claro, torna a carta muito fácil de ler.

E as pessoas escreviam em papel liso, e às vezes punham uma folha com linhas por baixo, para as linhas se verem levemente através do papel, ou então escreviam sem linhas, porque, depois de muito treino, já não precisas delas, sobretudo na letra cursiva. A letra cursiva ajuda-te a manter as coisas na linha, porque todas as letras estão ligadas.

Então, como podes ver, os teus traços a descer podem ser bastante compridos; não exageradamente compridos. Quer dizer, aqui são muito compridos, mas não tão curtos. A razão por que são curtos no exemplo que temos aqui é que este é um tipo de letra feito por um computador para imprimir num livro. E imprimir num livro não funciona se as letras descerem por cima da linha até à linha de baixo. Não é possível fazer isso quando se imprime. Mas, se estás a escrever à mão, claro que é possível.

Ficha de trabalho 9

Ficha de trabalho 9: sete linhas, cada uma com um j no início, para copiar